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domingo, 2 de junho de 2013

Grande Campanha do Ceará em Copa do Brasil ( Homenagem pelos 99 anos de história)

                                                     Por Pedro Cidade
                                               




       
Como homenagem  pelos 99 anos de história  do Alvinegro relembre  a  histórica campanha de 1994 quando o Ceará Sporting Club formou uma equipe competitiva e eficiente principalmente jogando no estádio do Castelão, o alvinegro conseguia envolver e vencer equipes como Palmeiras e Internacional de Porto Alegre. Na primeira fase da competição o alvinegro cearense enfrentou no Estádio Castelão em Fortaleza a  equipe do Campinense da Paraíba e venceu pelo placar de 2 a 0 com gols de Ney e Ronaldo.  O Vovô voltou a enfrentar a equipe paraibana no estádio Amigão, mas dessa vez foi derrotado pelo placar de 2 a 1 com gols de Edílson e Douglas pelo Campinense e Catatau descontou pelo Ceará.   

De acordo com o regulamento da competição o gol fora de casa classificaria o alvinegro cearense para a segunda fase da competição. 



Pelas oitavas de final da competição o Ceará teria pela frente a equipe do Palmeiras que era comandada pelo experiente treinador Wanderley  Luxemburgo e contava com jogadores como Evair, Edílson e Roberto Carlos. Ceará e Palmeiras empataram pelo placar de 0 a 0, no Castelão.  

O alvinegro cearense viajou para São Paulo e jogando no estádio Palestra Itália empatou pelo placar de 1 a 1. Os gols foram marcados por Evair, para o Palmeiras, e Jaime, para o Ceará. O regulamento da competição  classificou o Vovô para as quartas de final, pelo critério do gol fora de casa. 
Já pelas quartas de final da competição e o  alvinegro cearense teria outro forte adversário pela frente a equipe do Internacional de Porto Alegre. O Ceará venceu o Internacional por 1 a 0, no Castelão. O gol da vitória do alvinegro foi de Gerônimo.  Em Porto Alegre a vitória foi do colorado. Os gols foram marcados por Mazinho Loyola e Paulinho McLaren, para o Internacional, e por Gerônimo, para o Ceará. Mastrillo e Vitor Hugo (Ceará) foram expulsos e deixaram o time em inferioridade numérica. 

 O  Ceará se classificou para a fase semifinal da competição, passou pela equipe do Linhares EC, vencendo a partida no Estádio Engenheiro Araripe pelo placar de 1 a 0 com gol do atacante Sergio Alves.  


O Ceará chega à final da Copa do Brasil, mas empata de 0 a 0 no estádio do Castelão e perde por 1 a 0 no Estádio Olímpico com gol de Nildo pelo Grêmio.  O vice-campeonato alvinegro foi a melhor campanha de uma equipe cearense na competição.





segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Valdemar Caracas: Um Grande ícone da História do Ferroviário Atlético Clube

                                                  Por Pedro Cidade
Valdemar Cabral Caracas que nasceu no dia 9 de novembro de 1907 e faleceu no dia 14 de Janeiro de 2013, fez história e se tornou uma lenda no Ferroviário Atlético Clube, afinal os torcedores corais tem muito  o que agradecer ao cara que ajudou a fundar a equipe do Ferroviário no dia 9 de Maio de 1933.  Para quem não sabe ele já foi treinador da Equipe em 1945, ano em que o Ferroviário conquistou o seu primeiro titulo estadual.  Ele também teve o seu espaço  na imprensa sendo  o primeiro cronista esportivo do estado do Ceará, trabalhando na pioneira da radiofusão cearense, Ceará Rádio Clube. Foi repórter, comentarista e noticiarista da primeira equipe de esportes dessa emissora de rádio no fim da década de 1930. Ele se tornou um profissional respeitado e teve seu trabalho reconhecido e foi chamado para ser correspondente do Jornal do  Brasil  e do Jornal dos Sports, ambos do Rio de Janeiro. Caracas também foi chefe de escritório de manutenção da RVC ( Rede de Viação Cearense)   Valdemar Caracas em momento algum esquecia o seu clube de coração  e quase sempre estava presente nas partidas do Tubarão da Barra, nem mesmo a sua idade atrapalhava sua ida ao estádio. 




Acompanhe um trecho em que Valdemar Caracas fala sobre a fundação do Ferroviário que foi retirado do site oficial do clube (www.ferrao.com.br)


Fundação do Ferroviário Atlético Clube

Vou falar sobre o Ferroviário, precisamente do Ferroviário Atlético Clube. Nascido em 1933, fruto da junção das equipes "Matapasto" e "Jurubeba", recebeu, na pia batismal, o nome de Ferroviário Footbal Clube, mas, na confirmação da crisma, fiz substituir o Football por Atlético.
Antes que me perguntem, vou dar, para vocês, esta explicação primordial. Iniciava-se o ano de 1933, quando a direção da Rede de Viação Cearense (RVC) autorizou a execução de serviços extraordinários nas oficinas do Urubu, para a reparação de locomotivas, carros e vagões, durante um expediente noturno, que começava às 18 e terminava às 20 horas. Como o expediente normal expirava às 16:25, os operários mais jovens que residiam longe dali (Barro Vermelho, Soure, Otávio Bonfim, Quilômetro 8, Parangaba, Mondubim) resolveram aproveitar a hora de folga para a prática de futebol; na preparação do campo, a relva retirada do espaço a ele destinado, era constituída de mata-pasta e jurubeba.
A verve operária, que era fértil, escolheu, então, estas plantas medicinais para denominação das duas onzenas que se defrontavam todas as tardes, no campo improvisado. As traves das metas eram roliças, confeccionadas que foram com tubos inservíveis, retirados de caldeiras das "Marias-fumaça". Com aquele "timezinho" cognominado apenas de Ferroviário, eles, os operários-atletas, ou melhor, pebolistas, foram aos subúrbios onde realizaram partidas amistosas, com real proveito para a harmonia do conjunto, tudo sem qualquer interferência da minha parte.
Foi, então, que deliberei fazer dele gente, como se diz na gíria. Reuní operários, meus companheiros, promovi sessão com livro para a lavratura de atas, fiz um retrospecto da agremiação que surgia, completei o nome desta e disse-lhes da importância daquela reunião, como fator auspicioso para projeção da classe ferroviária. Era pretensão minha que tal ocorresse a 9 de novembro, quando eu completaria 26 anos, mas o entusiasmo exigiu a antecipação e não perdi tempo, marcando o dia para 9 de maio, exatamente 6 meses antes de 9 de novembro. Parti, então para a nova missão, aproveitando as horas disponíveis da minha atividade funcional.
Fui tudo no Ferroviário, menos presidente, porque nunca quis sê-lo. Fui pai, mãe, babá e, sobretudo, seu educador, disciplinando-o, pois a equipe suburbana era useira e vezeira em tomar o apito do árbitro, quando a decisão deste não lhe fosse agradável. Acabei com essa prática danosa ao seu comportamento, o time se fez clube, cresceu e está aí, vencendo os tropeços e dando alegrias a todos nós, seus torcedores.

Por Valdemar Cabral Caracas

Entrevistas com Valdemar Caracas







   Veja agora a charge Produzida pelo meu amigo: Radialista, Jornalista, Chargista e Advogado Henrique D. Colaboração para o blog..